Maria do Rosário piraaa... - Não leve por trás
Não leve por trás por Não leve por trás
15 ago 2019 às 10:57

Tá muito errado isso dai!

Tinha que organiza direito e fazer um churrasco.

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2 comentários. Comente também!

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  • Avatar Márcio disse:

    Tem que ser como uma senhora que torcia pra ter rebelião nos presídios e diminuir a quantidade de encarcerados. Huahuahauahuahuahauahauahauha.

  • Avatar Fuleco disse:

    Uma pesquisa feita por Layne Amaral – professora da Faculdade de Comunicação Pinheiro Guimarães – e publicada em forma de artigo na revista Logos, em 2007, mostrou que a divulgação da violência pela mídia faz as pessoas adotarem diferentes comportamentos.

    Em ‘Mídia e violência urbana: o corpo contemporâneo e as suas afetações em uma cultura de risco’, fala, segundo a autora, sobre como ‘a mídia costuma tratar a violência com um grau de veiculação exagerada’. Baseada em trabalhos do teórico da comunicação norte-americano George Gerbner, ela acrescenta que essa veiculação exagerada nos dá uma sensação de insegurança e ansiedade crescente.

    ‘Não é preciso ser vítima da violência para temê-la, pois todos sabem que esta pode acontecer com qualquer um, aleatoriamente’, diz layne. Para ela ‘os meios de comunicação não explicam as dinâmicas da violência, e as pessoas acabam associando-a a locais específicos e ao contato com grupos marginais, que muitas vezes são relacionados às populações mais pobres’.

    Movida por essa ‘cultura do medo’, a sociedade é ‘forçada’ a adotar medidas de segurança e permanecer em eterna vigilância. A mídia pode não ser culpada por estabelecer essa ‘cultura do medo’, mas isso não a exime de contribuir para a formação do sentimento.

    A pesquisadora acredita que assistir a uma quantidade suficiente de brutalidade na televisão pode fazer uma pessoa começar a acreditar que está vivendo em um mundo cruel e sombrio, em que se sente vulnerável e inseguro.

    Mesmo não sabendo qual o grau de veracidade do que se veicula na mídia, o público pode acreditar que os índices de criminalidade estão aumentando, e superestimar o medo de serem vítimas de crimes violentos.

    Surgem assim certas atitudes, como novas formas de deslocamento pela cidade: não passar por áreas ‘perigosas’; não parar em cruzamentos; buscar espaços seguros como shopping centers, edifícios comerciais e condomínios; e até a implantação de chips de identificação no corpo.

    O estudo mostra ainda que as narrativas midiáticas exageradas sobre violência estão contribuindo para o aparecimento de um distúrbio psiquiátrico na população chamado estresse pós-traumático, que era relacionado somente a eventos catastróficos, como guerras e erupções vulcânicas, mas passou a ser considerado também a partir de eventos urbanos.

    ‘Numa sociedade onde as tecnologias de comunicação são cada vez mais presentes e as narrativas midiáticas adquirem grande importância na construção de nossa visão de mundo, torna-se urgente reavaliar as conexões que fazemos a fim de entender o fenômeno da violência urbana, ainda mais quando se percebe que tais temores começam a se deslocar do imaginário e passam a afetar as materialidades de nossos próprios corpos’, conclui Layne.

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